O Que Não Fazer Quando Surgir Um Corrimento - 7 Erros Que Podem Piorar Sua Saúde Íntima
Quando aparece um corrimento diferente do habitual, é comum surgir preocupação. Muitas mulheres se perguntam se é algo normal ou se precisam procurar ajuda.
No entanto, tão importante quanto entender a causa é saber O que não fazer quando surgir um corrimento, pois algumas atitudes podem piorar o quadro e atrasar o tratamento correto.
No consultório, percebo que grande parte das complicações acontece não pela gravidade inicial do problema, mas pelas decisões tomadas nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas.
Por isso, informação clara e orientação adequada fazem toda a diferença.
Se você quer agir com segurança e evitar erros comuns, continue a leitura.
1. Não Se Automedicar Sem Diagnóstico
Esse é, sem dúvida, o erro mais frequente. Muitas mulheres utilizam pomadas antifúngicas acreditando que todo corrimento é candidíase.
Porém, existem diversas causas possíveis, como vaginose bacteriana, infecções sexualmente transmissíveis e alterações hormonais.
Quando o tratamento é feito sem diagnóstico correto, pode acontecer:
- Mascaramento dos sintomas
- Piora da infecção
- Resistência a medicamentos
- Recorrência do problema
Cada tipo de corrimento tem uma causa específica e, portanto, um tratamento adequado.
2. Não Usar Duchas Vaginais
Ao perceber o corrimento, algumas mulheres acreditam que a solução é “lavar melhor” a região íntima. No entanto, duchas vaginais alteram o equilíbrio da flora vaginal e podem agravar o quadro.
A vagina possui um mecanismo natural de limpeza. Interferir nesse processo pode:
- Aumentar o risco de infecções
- Alterar o pH vaginal
- Favorecer o crescimento de bactérias
Segundo orientações do Ministério da Saúde, o uso de duchas vaginais não é recomendado, justamente por prejudicar a proteção natural da região.

3. Não Ignorar Odor Forte ou Dor
Corrimento fisiológico não causa cheiro desagradável, dor ou ardor intenso.
Se houver odor persistente, coceira intensa ou dor pélvica, não é indicado esperar que “passe sozinho”.
Ignorar os sinais pode permitir que a infecção evolua e se torne mais complexa.
4. Não Usar Produtos Perfumados na Região Íntima
Sabonetes íntimos com fragrâncias, sprays ou desodorantes vaginais podem irritar a mucosa e alterar o pH.
Quando já existe um corrimento, esses produtos podem piorar a inflamação.
Prefira higiene simples, com sabonete neutro e apenas na parte externa.
5. Não Manter Relações Sem Proteção Durante Sintomas
Se o corrimento estiver associado a infecção, manter relações sem preservativo pode:
- Agravar os sintomas
- Transmitir a infecção ao parceiro
- Favorecer reinfecção
O uso de preservativo é essencial até que o diagnóstico seja confirmado e o tratamento concluído.
6. Não Compartilhar Medicamentos com Outras Pessoas
Cada organismo reage de forma diferente.
O fato de um medicamento ter funcionado para uma amiga não significa que será adequado para você. Além disso, sintomas semelhantes podem ter causas completamente distintas.
Tratamento deve ser individualizado.
7. Não Acreditar Que Todo Corrimento É Grave
Por outro lado, também é importante não entrar em pânico. Muitas alterações são benignas e transitórias, especialmente durante o período fértil ou mudanças hormonais.
O segredo está no equilíbrio: nem ignorar, nem exagerar.
Quando Procurar Avaliação Médica
Busque orientação profissional se houver:
- Coceira intensa
- Ardor ao urinar
- Dor durante a relação
- Corrimento esverdeado ou acinzentado
- Odor semelhante a peixe
- Dor pélvica
O diagnóstico é simples e geralmente envolve avaliação clínica e, quando necessário, exame da secreção.
Como Agir da Forma Correta
Ao perceber alteração no corrimento:
- Observe cor, textura e odor
- Evite automedicação
- Suspenda duchas vaginais
- Utilize preservativo
- Agende consulta ginecológica
Essas medidas ajudam a evitar complicações e favorecem tratamento rápido e eficaz.
A Importância do Diagnóstico Individualizado
Nem todo corrimento é candidíase.
Nem todo odor é infecção sexualmente transmissível. Cada caso deve ser avaliado considerando histórico clínico, sintomas e exame físico.
O acompanhamento adequado reduz recorrências e protege sua saúde reprodutiva a longo prazo.
Dra. Caroline Magnani
Ginecologista Especialista em Cirurgias Íntimas e Tratamentos Íntimos com Laser de CO2 e Sexóloga
CRMSP 152341 | RQE 68862 | TEGO 852017
- Formada em Medicina pelo Centro Universitário de Araraquara (UNIARA);
- Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Pérola Byington, São Paulo;
- Pós-Graduando em Sexologia Clínica pelo Instituto Brasileiro de Ciências Médicas Juscelino Kubitschek;
- Pós-Graduação em Medicina Fetal e Ultrassonografia pela Unidade de Ultra-Sonografia e Medicina Fetal (CONCEPTUS), São Paulo;
- Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo);
- Pós-graduada em Estética Íntima e Rejuvenescimento Vaginal com Laser de CO2 pela Brazilian Genital Beautification (BGB), São Paulo;
- Pós-graduada em Cirurgia Avançada com Laser de CO2 pela Brazilian College Laser Sculpture, Brasília;
- Pós-graduada em Cirurgia Íntima e Correção com Laser de CO2 pela Associação Brasileira de Cometoginecologia (ABCGIN), Salvador;
- Mentoria Vip Hands On em Clitoroplastia (Redução do Clitóris) com Laser de CO2 (ABGREF), Salvador;
- Habilitada pela Polish Academy of Plastic and Aesthetic Gynecology para Cirurgia de Grandes e Pequenos Lábios: Labia Minora Plasty with the Dewedge Technique e em Labia Majora Double Hockey Stick Technique;
- Membro Titular da Associação Brasileira de Cometoginecologia (ABCGIN);
- Membro Titular da Associação Brazilian College Laser Sculpture (BCLS);




